Nunca tive um inicio de ano fácil, ano após ano a história repete-se.
E este ano não foi exceção.
É verdade que me tenho surpreendido imenso e que me tenho revelado uma pessoa forte e lutadora, que não baixa os braços e sempre com um sorriso na cara, mesmo quando por dentro o mundo parece desabar!
E isto é uma aprendizagem que ganhem para a vida... Nunca deixar de lutar!
Tudo o que aconteceu foi de tantas formas, de tantas lados que nem eu sei como dizer.
Foi a morte de uma pessoa que me dizia muito como Benfica, o eterno Rei Eusébio, exactamente no dia em que fez um ano da morte da mãe do meu ídolo, o também aniversário da morte de Fehér, e que me trouxe á recordação a morte de um dos pilares da minha vida. O meu avô, João.
Por uma outra pessoa que gostava muito, imenso, que admira e acarinhava como mais ninguém o admirava e depois de tudo o que descobri, não o consigo olhar dessa forma. Não o consigo olhar com carinho, com ternura, apenas com olhos de desilusão. Com olhos de mágoa e tristeza.
Ele magoou-me a mim com certas atitudes, mas magoou-me mais o facto de ter ferido uma grande amiga minha, magou-me que ele tivesse "perdido" duas pessoas que gostavam verdadeiramente dele por uma outra que apenas se interessa pelo que menos importa. Uma pessoa que me fez descobrir que existem pessoas que não interessam a ninguém e não têm valor.
Mais duas pessoas que considerava grandes amigas, e que demonstraram ser podres, pobres de alma e espírito, serem mesquinhas, falsas e não quererem enfrentar a realidade, que preferem ficar a viver numa fição. Que preferem ser imaturas a ser umas mulherzinhas. E culpar-me por ser "má" enquanto vivem com as pessoas falsas, e eu verdadeira sou insultada. Dai-me paciência. Serão estúpidas (desculpem a expressão) ou são mesmo, nem tenho palavras na realidade!
É certo que tive outras surpresas boas... Conheci uma boa amiga minha, sei que outras amigas vão realizar os seus sonhos, que vou ser pela primeira vez madrinha de batismo, e que amanhã a filha de uma amiga minha, também minha amiga faz anos.
Mas será que as boas notícias fazem esquecer as más? Será que as boas recompensam as más?
Não.. Porque por muito feliz que fique com as boas as más... Desiludem-me de uma forma muito particular, fizeram-me aprender é certo, mas por dentro os sentimentos parecem moinhos, dão voltas e voltas... E parece que não são as mesmas.
Mas tudo se compõe eu sei, mas como fazer depois de tudo?
Sorrir? O que fazer? São problemas que não estão resolvidos, longe disso, mas não posso fazer nada por eles... Que fazer?
Desculpem o desabafo, mas faz bem escrever sobre dois meses em particular complicados.

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