quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quem Espera...

"Quem espera sempre alcança"

O ditado faz-nos querer que quem espera sempre vai alcançar o que tanto desejou e ambicionou.
Mas ás vezes quem espera também desespera. Não falando por meias palavras eu explico a minha situação.
Estou há espera há 4 meses e 5 dias por algo... Que pode não chegar.

Escrevi uma carta no dia 10 de Setembro do ano passado e entreguei a uma pessoa no dia seguinte e passado, um mês (sensivelmente) ele disse-me que estava a escrever uma carta de resposta.
Eu acredito... Não tinha razões para não acreditar. 
Mas cansa, no começo tinha uma enorme esperança e um enorme entusiasmo por recebê-la e confesso que ainda tenho. Não tenho muitas esperanças, ou pelo menos tento não ter, para mais tarde não sofrer com essa decepção.
Podem apontar o dedo, acusar-me mas sabem o que é esperar tanto por algo que acreditam cada vez menos que cheguem, e se chegar, possa ser uma enorme desilusão. Penso sempre em negativo para não sofrer mais tarde.
Magoa toda esta espera, magoa não ter um simples "Obrigado" ou uma resposta, não ter... Nada. 
Continua a existir a luz ao fundo do túnel, ninguém duvide, mas parece que o fundo do túnel parece estar cada vez mais longe e por um passo que dê para a frente, ele se afaste mais e mais.

Não criar expectativas, não criar ilusões, mas quando nos fazem acreditar nisso, acreditamos em quê? 
Em nada. Continuamos a viver um dia de cada vez, com medo e a pensar se aquele dia que tanto esperamos chega ou não. E acredito cada vez menos que chegue e se chegar será uma desilusão, que me fará chorar e ficar triste, mas sempre com a esperança mínima que chegue.


Desculpem o texto ser tão grande... Mas é tão bom desabafar e sobre este tema, já o abordei tantas vezes com amigas mas pensar para mim mesma e escrevê-lo, dá uma sensação completamente diferente.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Auto-Estima



O dicionário diz que auto-estima é:

Apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios actos e pensamentos. Ou seja, é uma pessoa gostar de si ou não.
E eu não sei bem, como me encaixar neste modelo. 

Por instantes sinto confiança em mim mesma, por outros momentos, sinto quase vergonha por ser como sou.
Talvez seja uma fase, mas tenho de aprender mais em mim. Porque senão confiar quem mais confiará?
Sim, parece um anúncio, mas não é. O rumo da minha vida depende da minha auto-estima.

Não quero ser como aquelas pessoas que pensam que "são a última bolacha do pacote", mas também não quero ser uma "mosquinha morta" que vai levando pontapés de um lado e de outro. 

Quando me despeço das pessoas, sinto quase como tenho de pedir desculpas ás pessoas por terem de "conviver comigo", noutras alturas demonstro o meu lado mais divertido para esconder a tristeza. E pergunto-me se alguém, algum dia, vai conhecer o meu lado mais verdadeiro? Que me conheça ao ponto de saber que estou bem ou não.
Talvez esteja a crescer, ou talvez seja só hoje, não sei, mas quero apenas construir uma pessoa que confie em si mesma q.b. 

Ter auto-estima não é só uma questão para nós mesmo, é uma questão para com a forma como convivemos com os outros.